Adeus, Dolly: a lenda do country morre aos 80 anos

Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, rodeada de família. Seus assessores confirmaram que ela enfrentava uma batalha breve contra o câncer — diagnóstico que veio logo após um período já difícil: desde a morte de seu marido, Carl Dean, em março de 2025, a cantora havia cancelado compromissos e, segundo ela mesma, 'não prestou atenção' à própria saúde enquanto cuidava dele.
Nascida no Tennessee em condições humildes, Dolly construiu um dos maiores impérios do entretenimento americano. São dela clássicos como 'Jolene', '9 to 5' e 'I Will Always Love You' — essa última mais conhecida na voz de Whitney Houston, mas escrita e lançada originalmente pela própria Dolly. Seu catálogo passa de 3 mil músicas, e ela transitou com desenvoltura pelo country, pop, bluegrass e até pela era disco, sendo reconhecida com dez Grammys e eleita para os Halls da Fama do Country e do Rock & Roll.
Fora dos palcos, o legado é igualmente impressionante. Sua ONG Imagination Library doou centenas de milhões de livros para crianças ao redor do mundo. Ela também financiou pesquisas que ajudaram a desenvolver uma vacina que salvou vidas — algo que ela fez com a discrição típica de quem não precisa de holofote para fazer diferença.
Quem dera que todos deixassem o mundo com um catálogo assim.
