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Bad Bunny fez história no Emmy: Super Bowl LX levou 7 troféus e bateu recorde

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Bad Bunny não é exatamente um artista que faz as coisas pela metade. Benito Antonio Martinez Ocasio — esse é o nome que a certidão de nascimento conhece — canta, produz, atua e ainda se aventura no wrestling profissional, como se o dia tivesse mais horas pra ele do que pra todo mundo. É o chamado "Rei do trap latino", creditado por ter levado o rap em espanhol ao mainstream global, e uma das figuras mais improváveis e inevitáveis da cultura pop contemporânea. Mas o que aconteceu na noite de sábado, dia 5 de setembro, em Los Angeles, foi mais um daqueles momentos que param e fazem a gente perguntar: até onde esse cara vai?

Na primeira noite dos Emmys 2026, realizada no Peacock Theater, o The Apple Music Super Bowl LX Halftime Show Starring Bad Bunny saiu da cerimônia com sete troféus — mais do que qualquer outro halftime show na história do prêmio. É mole?

O principal deles foi o Emmy de Melhor Especial de Variedades (Ao Vivo), um dos mais cobiçados da noite. Bad Bunny foi reconhecido tanto como estrela quanto como produtor do espetáculo — o que já diz muito sobre o nível de controle criativo que ele exerce sobre tudo que coloca o nome. Para ter a dimensão exata do peso disso: essa é apenas a segunda vez na história que um show do intervalo do Super Bowl conquista essa categoria. A primeira foi com a apresentação icônica de Dr. Dre, Snoop Dogg, Mary J. Blige, Eminem, Kendrick Lamar e 50 Cent, em 2022. Ou seja, a lista tem dois nomes, e Bad Bunny é um deles.

Além do prêmio principal, o show entrou para a história como o primeiro programa em espanhol a ganhar na categoria de melhor especial de variedades ao vivo. As outras seis estatuetas reconheceram a direção musical, a direção cênica, o som, a coreografia, a iluminação e a direção técnica com cinematografia. Basicamente: tudo o que faz um show ser um show. Aquela apresentação do Super Bowl LX já tinha feito o planeta inteiro parar e falar; agora é oficial, com placa e tudo, que foi um dos maiores espetáculos televisivos dos últimos anos.

E a chuva de Emmys chega em boa companhia no currículo de 2026. Em fevereiro deste ano, Bad Bunny se tornou o primeiro artista a ganhar o Grammy de Álbum do Ano com um disco inteiramente em espanhol, graças ao DeBÍ TiRAR MáS FOToS. Dois marcos históricos no mesmo ano, em indústrias diferentes, com o mesmo protagonista. A influência dele claramente não respeita fronteiras — nem de idioma, nem de formato, nem de prêmio.

Como se não bastasse, outro projeto com Bad Bunny também saiu premiado na mesma noite. O episódio de estreia da 51ª temporada do Saturday Night Live, no qual ele foi o apresentador, ganhou o Emmy de Melhor Maquiagem para Programa de Variedades, Não-ficção ou Reality. Da música ao humor, do estúdio de gravação ao palco do SNL: o crossover para a televisão americana não foi sorte nem acaso — foi construção.

A noite, claro, teve outras histórias. Taylor Swift concorreu com o especial de encerramento de sua turnê Eras Tour, mas o prêmio acabou indo para The Muppet Show — e ninguém viu essa vir. Sabrina Carpenter, que estava entre as produtoras executivas e performers do especial dos Muppets, garantiu seu primeiro Primetime Emmy e comemorou como merecia. Julie Andrews, com quase 91 anos, ganhou seu segundo Emmy consecutivo pela voz de Lady Whistledown em Bridgerton, tornando-se a mulher mais velha a conquistar um Primetime Emmy. Uma lenda que definitivamente não sai de moda. Programas como The Late Show With Stephen Colbert, South Park e The Pitt também receberam suas estatuetas.

Mas os sete Emmys de Bad Bunny foram, sem dúvida alguma, o maior highlight da noite. A cerimônia principal ainda acontece na segunda-feira, dia 14 de setembro, com Mariska Hargitay como apresentadora — só que Bad Bunny já garantiu o seu lugar na história desta edição muito antes disso. A pergunta agora é simples, e não tem resposta fácil: o que mais esse cara vai aprontar?

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.