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Defante roubou o público do Rock in Rio com pelos pubianos, maconha e um rato gigante: 'O rock voltou'

1 de 4 Diogo Defante se apresenta no Rock in Rio — Foto: Lara Valença/Divulgação

Esqueçam o palco principal por um momento, porque o verdadeiro evento do Rock in Rio 2026 aconteceu no Palco Supernova. Naquela noite de sexta-feira, dia 4, Diogo Defante chegou com tudo — e, enquanto ele arrebatava uma boa fatia da plateia, o Palco Sunset vivia seu momento mais solitário com a Hot Milk tocando para um público disperso. É o tipo de drama de audiência que não precisa de legenda.

Para quem ainda não caiu na toca do coelho: Defante é comediante, músico, youtuber e empresário carioca de Realengo, de 35 anos, conhecido pelo alter ego Repórter Doidão e por transformar o bizarro em entretenimento de primeira. Ele já tocava em banda de rock na adolescência, antes de a internet virar seu palco principal — e foi justamente esse passado que ele trouxe de volta no festival.

Robô, pirata e mágico entram num palco...

A abertura deu o tom: um mini robô ficou parado no lugar do vocalista por alguns minutos até Defante aparecer, fantasiado numa mistura única de mágico com pirata, expulsando a criatura com um berro. Seus músicos vestiam figurinos futuristas piscantes, e a cena toda tinha a energia de um circo pop que resolveu aparecer sem avisar.

A interação com a plateia foi, como se espera, sem filtro. Entre uma música e outra, o público se esgoelava em gritos variados — e Defante respondeu a cada um com a naturalidade de quem nunca leu um manual de boas maneiras no palco. Quebra de protocolo que faz parte do pacote.

Pão bengala, plantinhas e o prensado que ninguém vai embora sem

O repertório foi fiel ao universo que seus fãs conhecem de cor. Em 'Padeiro' (2022), a letra sobre pães de formatos improváveis gerou o coro esperado — hilário, escatológico e, de alguma forma, pegajoso. Já em 'Matinho' (2023) e 'Lambe os Homem' (2024), ele convocou a galera das 'plantinhas', simulando o gesto clássico e pedindo que só os fundões respondessem. O refrão sobre o prensado ecoou pelo Supernova com uma convicção que poucos hinos de festival conseguem.

Os acessórios completaram o quadro: camisinhas infladas circulando como balões, um boneco Chuck passeando pelas mãos da plateia e um homem vestido de rato gigante que, em vários momentos, se jogou do palco para os braços do público. O rato fazia parte do show. O público o apalpou por cima da fantasia. Ninguém reclamou.

O encerramento com shortinho e profecia

Nos minutos finais dos 55 de apresentação, Defante ficou de costas, de shortinho jeans, e mandou sua versão da pergunta retórica que virou bordão pop: acharam mesmo que ele não ia rebolar? Não acharam. E ele não decepcionou.

Para fechar, uma intimação à plateia: façam rock, que o rock volta. E, olhando para o que aconteceu no Supernova naquela noite, parece que o recado foi recebido antes mesmo de ser dado.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.