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Doja Cat abre o jogo sobre o passado: álcool, dependência e autoódio na voz da própria rapper

Se tem uma coisa que a Doja Cat sabe fazer é surpreender a gente. Mas, dessa vez, a surpresa veio de um jeito que ninguém esperava. Longe dos clipes superproduzidos e dos comentários ácidos que tanto amamos, a rapper fez uma live no TikTok que deixou milhões de fãs de queixo caído — e com o coração um pouco apertado também. Em uma vibe sincerona e sem filtros, ela decidiu abrir o jogo sobre períodos bem difíceis do passado, sem a menor intenção de se esconder atrás do brilho de Hollywood.

Amala Ratna Zandile Dlamini, mais conhecida como Doja Cat, é um fenômeno que surgiu do SoundCloud na adolescência e conquistou o mundo misturando rap, pop e R&B de um jeito que só ela faz. Desde o EP Purrr!, de 2014, até o estouro global com múltiplos Grammys, ela sempre foi sinônimo de criatividade, looks extravagantes e uma personalidade que não tem medo de ser autêntica. Mas por trás de toda essa irreverência, Amala estava enfrentando batalhas internas bem pesadas — e a live foi a hora de botar isso pra fora.

Durante a transmissão, Doja Cat falou sobre um período de dependência de cocaína que ela localizou há cerca de oito anos, por volta da época do lançamento do álbum Amala. Apesar de enfatizar que essa fase ficou pra trás e que ela está longe das drogas pesadas hoje, a revelação dá a dimensão da montanha que ela precisou escalar nos primeiros anos de carreira. Ela também abordou a relação complicada com o álcool: deixou claro que não se considera alcoólica, mas que o consumo de bebida se tornou um problema real, que afetou bastante a saúde mental dela. Às vezes a gente não precisa de rótulo pra reconhecer que algo está dando errado.

Não é só a bebida, são as ideias

A rapper explicou que a combinação de álcool com pensamentos negativos funcionava como uma bomba-relógio — e o pior é que ela acabava levando isso involuntariamente para as redes sociais, usando as plataformas como um jeito equivocado de buscar validação para as ideias mais sombrias. Beco sem saída dos modernos, basicamente.

"Nunca fui alcoólica, mas definitivamente passei por momentos difíceis", ela disse, mandando um recado direto: "Não é bom combinar essas duas coisas. Mantenha-se criativo, cuide-se, você não é invencível". Conselho que a gente deveria imprimir e colar na geladeira.

Autoódio desde cedo

Além das dependências, a artista tocou num ponto superdelicado: o autoódio. Ela confirmou que esses sentimentos a dominavam desde muito pequena — a partir dos oito anos, quando se mudou para um bairro predominantemente branco. É um choque pensar que uma pessoa tão confiante e talentosa lidou com isso por tanto tempo, mas é exatamente o tipo de relato que ela acredita que precisa existir mais no mundo.

Doja Cat fez questão de dizer que sentiu ser um dever enfrentar esses boatos de frente e publicamente, porque faltam exemplos de pessoas que falam abertamente sobre seus traumas. E ela, que está prestes a começar a turnê mundial "Tour Ma Vie" partindo de Detroit, deu o exemplo ela mesma. A verdadeira força, pelo jeito, mora em aceitar as rachaduras — e em decidir seguir assim mesmo.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.