Dolly Parton morreu aos 80 — e 'I Will Always Love You' é a história que você precisa conhecer

Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. E entre os muitos capítulos de uma discografia monumental — mais de 100 milhões de discos vendidos, onze Grammys, três Emmys —, um se destaca pela história que carrega: 'I Will Always Love You'.
A canção nasceu em 1974 de um gesto ao mesmo tempo gentil e corajoso. Dolly queria encerrar a parceria que mantinha com o cantor country Porter Wagoner — uma dupla de sucesso nos EUA entre o fim dos anos 1960 e o início dos 1970 — para seguir carreira solo. Em vez de uma reunião difícil, ela escreveu uma música. O resultado foi um hit instantâneo, que naquele ano chegou ao topo da parada country da Billboard.
A faixa ficou tão famosa que chegou aos ouvidos de Elvis Presley, que quis regravá-la. Dolly não deixou. 'Fiquei com o coração partido, mas senti que era a coisa certa a se fazer', disse ela sobre a decisão de não ceder os direitos.
Muitos anos depois, Whitney Houston gravou a música para a trilha do filme 'O Guarda-Costas' (1992), dessa vez com autorização de Dolly e elogios da compositora. A versão de Houston virou outra coisa: um dos maiores sucessos da década e uma das gravações mais marcantes da história da música pop. Em 1994, a canção rendeu dois Grammys para Whitney, nas categorias Gravação do Ano e Melhor Performance Vocal Pop Feminina.
Uma música escrita para dizer adeus a um parceiro acabou dizendo 'olá' para o mundo inteiro. Dolly Parton sabia exatamente o que estava fazendo — e agora, o mundo se despede dela.
