MAD BrasilMúsica, celebridades e cultura pop
Entretenimento

Madonna, J.Lo e Olivia Rodrigo dão adeus ao ícone que abriu portas para todas nós

via Instagram @oliviarodrigo

Pode ser que o nome Gloria Steinem não seja um hit nas trends do TikTok, mas o legado dela é puro ouro. A gente está falando da jornalista, escritora e ativista que virou uma das vozes mais poderosas do movimento feminista nos Estados Unidos. Ela nos deixou aos 92 anos, mas a herança que construiu continua impactando mulheres de todas as idades, em todos os cantos do mundo.

E se você está se perguntando por que, de repente, viu o nome dela ao lado de monstros sagrados como Madonna, Jennifer Lopez e Olivia Rodrigo, a resposta é simples: tudo o que ela fez abriu o caminho para que essas estrelas pudessem brilhar hoje. A partida de Gloria provocou uma onda gigante de emoção nas redes sociais, com celebridades de diferentes gerações compartilhando lembranças e palavras cheias de admiração.

Quem foi Gloria Steinem e por que ela é tão importante?

Gloria Steinem não foi apenas mais uma ativista — ela foi a ativista que ajudou a transformar a maneira como a sociedade falava sobre igualdade, direitos das mulheres e o papel delas no mundo. No final dos anos 1960 e início dos 1970, ela emergiu como uma das líderes nacionais da segunda onda do feminismo, aquela época em que as mulheres estavam se levantando para questionar tudo, desde salários desiguais até a falta de representação.

Em 1971, ela cofundou a icônica Ms. Magazine, uma publicação que deu voz a questões de igualdade, justiça social e direitos das mulheres. Manter-se ativa por décadas e ser reconhecida com a Medalha Presidencial da Liberdade em 2013? É pra poucos. Mesmo nos últimos anos de sua vida, Gloria continuou escrevendo, organizando ações e criando espaços de diálogo, provando que para ela a luta não tinha prazo de validade.

As divas do pop e o adeus a uma lenda

A Madonna foi uma das primeiras a demonstrar sua gratidão publicamente. Em um Story no Instagram com uma foto delas juntas, a Rainha do Pop se despediu chamando Gloria de a badass original — um jeito muito a sua cara de reconhecer o papel fundamental de Steinem em criar um mundo com mais oportunidades e voz para as mulheres.

Mas não foi só ela. Jennifer Lopez falou de Gloria como uma mulher dinâmica, destemida e totalmente dedicada a empoderar outras mulheres. Olivia Rodrigo escolheu homenageá-la com uma foto histórica, mostrando que a nova geração entende e valoriza a batalha travada por quem veio antes. Paris Hilton, que a encontrou num Dia Internacional da Mulher na Bolsa de Valores de Nova York, a descreveu como uma pioneira que dedicou a vida a lutar pelo direito das mulheres de ter voz, igualdade e liberdade para serem quem são. Carole King falou sobre a continuidade da luta pelas gerações mais novas, Diane Warren a agradeceu por tudo o que fez pelas mulheres, e as L7 lembraram da participação de Steinem num show de 1995 em Washington pela organização Voters for Choice, ao lado de Pearl Jam, Neil Young e outros artistas. Até a Miss Piggy entrou no tributo. Isso sim é ter influência na cultura pop.

O legado que continua ecoando

Gloria Steinem começou como jornalista e rapidamente se tornou conhecida pela escrita combativa e pela habilidade de trazer temas tratados como assuntos menores para o centro da conversa pública. A Ms. Magazine foi um marco. Ela se manteve ativa em pautas como direitos reprodutivos e combate à discriminação por décadas — temas que ainda são urgentes hoje.

Nos últimos anos, ela organizava os chamados Talking Circles, discussões na sua casa em Nova York que uniam pessoas de diferentes gerações. Ela acreditava profundamente na importância de ouvir o outro e fazer com que todos sentissem que suas vozes importavam. E é exatamente por isso que estrelas de gerações tão distintas sentiram a necessidade de se despedir dela. O legado de Gloria Steinem não está só nos livros e artigos, mas em todas as mulheres que hoje podem falar mais alto, lutar por mais e exigir ser ouvidas. A luta dela continua.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.