Os looks lendários de Freddie Mercury viram obras de arte em Londres

Pega essa, gente! Se você é fã de Freddie Mercury — e quem não é, né? —, já pode começar a planejar uma viagem para Londres em 2026. Isso porque o V&A South Kensington vai abrir as portas para uma exposição digna de realeza: Freddie Mercury | Splendid Things. A mostra rola de 24 de outubro de 2026 a 17 de janeiro de 2027 e promete trazer à vida nove dos conjuntos mais lendários que o eterno Freddie usou nas décadas de 1970 e 1980, além de uma coleção de itens pessoais que vão fazer o coração dos fãs disparar.
O rei da voz e do palco
Freddie Mercury foi muito mais que um cantor, pianista e compositor. Ele foi a alma do Queen, o vocalista que, de 1970 até 1991, redefiniu o que significa ser um frontman. Não era só a voz impecável que arrebatava multidões — era a teatralidade, os movimentos explosivos e, claro, um guarda-roupa que contava uma história em cada peça. O homem era um show ambulante, e a moda era parte fundamental dessa performance. Cada look era uma declaração, uma extensão da sua personalidade irreverente e grandiosa. Ou, em bom português: o cara nasceu pra brilhar.
Esses tesouros chegam ao museu graças a Mary Austin, grande confidente e amiga de Freddie desde 1970 — quando ele ainda trabalhava num balcão do Kensington Market. A amizade entre os dois atravessou décadas, e foi ela quem herdou o histórico Garden Lodge e todo o arquivo pessoal dele. Agora, abre o baú de memórias para que a gente possa ter um pedacinho desse legado em forma de arte.
De macacão alado a coroa real: a evolução fashion
A exposição vai nos levar numa viagem pelo tempo pelo guarda-roupa de palco mais invejável da história do rock. Entre as peças que vão dar o que falar, está o icônico look em preto e branco dos primeiros passos do Queen no Imperial College, que virou capa do álbum de estreia em 1973. Lá nos primórdios da banda, quando a galera ainda tava entendendo o que tava acontecendo, o Freddie já chegava metendo um look que era puro carão.
Outro que promete roubar a cena é o famoso macacão Mercury Wing, desenhado pela Wendy de Smet, usado na turnê A Night at the Opera (1975-76) e no clipe lendário de Bohemian Rhapsody — sim, aquele que a gente canta no chuveiro até hoje. O homem parecia pronto para decolar a qualquer momento.
Pra coroar (literalmente!) a exibição, teremos o imponente manto real e a coroa criados pela Diana Moseley para a Magic Tour. Ele desfilou essa vestimenta de rei em sua última apresentação ao vivo com o Queen em Knebworth, em 1986. É um momento histórico, e esse look é a prova de que ele era majestoso até no adeus dos palcos. E, pra fechar com chave de ouro, também estará exposto um dos figurinos do clipe Made in Heaven.
Uma experiência esplêndida para os fãs
Mas não pense que o V&A vai simplesmente pendurar as roupas em cabides. O museu está levando a sério a ideia de que esses looks são obras de arte vivas. O cenógrafo Tom Piper criou seis instalações especiais que conectam as roupas à música, à performance e até à arquitetura do museu. E o melhor: os manequins foram feitos sob medida para a exposição, reproduzindo as poses mais teatrais que só o Freddie sabia executar. Ou seja, não é só ver — é sentir a presença do cara, quase como se ele estivesse ali, pronto para soltar um Ay-Oh! a qualquer momento.
O título da exposição vem de uma frase que o próprio Freddie disse em 1978, contando que adorava se cercar de "coisas esplêndidas" (splendid things). E é exatamente isso que a gente vai encontrar lá: não apenas roupas, mas pedaços da alma de um artista que via cada objeto como parte da sua persona e do seu mito imortal. Quem mais faria a gente pensar em macacão, coroa e capa como itens de museu? Só ele, né?
Fonte: Mad.gr
